domingo, 20 de março de 2011

Judge.

A princípio, venho apenas à reclamar. Hoje a saturação realmente chegou no seu ponto extremo de tolerância. Então a palavra é a seguinte: pré-julgo. Como ela me enoja, me estressa, me tira completamento do meu pleno estado de ponto de equilíbrio. Por ser um ato tão simples, porém completamente destrutivo. Algo que a primeiro momento, não se faz necessário dar tanta ênfase, mas quando se é permanente aí sim, é algo completamente cruel e devastador. Não entendo o motivo pelo qual as pessoas necessitam de se alimentar de tanta hipocrisia, nunca entenderei esse fato que elas tanto comentam da vida alheia, apunhalam tanto os outros à troco de nada, quando na verdade o feitiço só faz mal ao feitiçeiro, e mais, quando isso é usado na busca de engrandecer o própio ego e a auto-estima, no final, nada disso valerá a pena. Infelizmente não há como fugir desse mal, ele nos assola em qualquer lugar que possamos ir, principalmente lugares e pessoas que você nunca espera que tal feito possa vir, é aí então que não conseguimos sair completamente ilesos, porque isso dói e nos machuca obstinadamente. Triste, porém real. Hoje? Me cansei, cansei de tentar ser o melhor de mim pras pessoas não terem motivo do que falar e me deixarem em paz, mas vejo que isso não é simples.



'O seu mal pensado, o seu mal olhado, não me faz andar pra trás e nem ficar parado..'

quarta-feira, 16 de março de 2011

Decision.

Tempestades em copos d'água. É, somos mestres nesse ramo. Me chama atenção a forma com que a responsabilidade age em cima de nós, como ela nos assusta tanto e principalmente o tanto que ela nos torna covardes ao ponto de renunciarmos o que amamos pra simplesmente ficarmos livre de fardos. O destino é cômico, é irônico, coloca as pessoas em nossas vidas por um simples acaso(ou não), e de uma brutal decisão as tiram de nós de uma forma egoísta, ele nos faz tomar decisões loucas, decisões desesperadas e decisões insignificantes. Com o tempo vamos ficando com marcas, os nossos ciclos nos deixam com marcas, e pior, esses ciclos são eternos. Ciclo de amizade, ciclo de relacionamento, ciclo famíliar. Pessoas vem e vão a todo momentos, aliás, as tais marcas são elas mesmo! As pessoas! São marcas que são cravadas em nós, que em pequenos ou grandes momentos eles vão se transformando em inesquecíveis. Muitas vezes é o destino egoísta que nos pega, nos transformando em um bando de filhos da puta em busca de satisfação do próprio ego, e nos deixa na ilusão de ter o direito de julgar, de colocar clichês nos outros, de rotular as pessoas, mas o problema é que a cegueira nos abraça em cheio diante dessa auto-destruição, ficamos cegos perante esses parasitas que aos poucos vão tomando de conta de todo o nosso ser, aos poucos toda a informação se acumula em meio de nossa pouca estrutura e finalmente, BUM! A bomba explode, percebemos o nada que somos, SIM! SOMOS NADA! nada perante a amizades brilhantes que somos capazes de cultivar, nada perante ao amor que podemos ter uns com os outros e ao amor infinito de Deus que pode nos consumir, nada perante as coisas boas que podemos proporcionar à alguém com pequenos e simples gestos, não somos nada diante de toda a capacidade posta à nós para sermos pessoas extraórdinarias! Somos luz do mundo e sal da terra! Como as coisas seriam mais fáceis se tivessemos isso em mente! Mas como belos veteranos egocentricos o que fazemos?! O nosso umbigo é mais importante que o do irmão! E o amor!? É, ele tenta ter espaço, mas somos nós quem não sabemos administrar bem as permissões! (y)



'Não é que nós não nos importamos. Nós apenas sabemos que a luta é injusta. Então continuamos esperando. Esperando o mundo mudar' (J. Mayer.)

domingo, 13 de março de 2011

Choice

Não há como escolher sem perder. A perda vem com inúmeras faces, algumas boas outras nem tanto. Não há como fugir tão fácil dessa opção, porque ela mesma não nos dá essa opção. Em todo o tempo vivemos o tempo de escolhas, o tempo das renuncias, que nas quais repercutem enquanto ainda tivermos uma memória, que só traz junto dela as lembranças que marcaram fervorosamente. Desde pequenos já somos alienados a escolher, o coleguinha, a cor do sapato, o modelo de roupa, o estilo de cabelo ou o brinquedo mais atraente. Ainda hoje, muitas vezes não entendemos o peso que a escolha pode custar na vida, principalmente quando não é a nossa vida que está no jogo, é aí que entra a velha história de machucar o próximo sem nem ao menos perceber a dor que estamos causando, e ainda nos culpam cegamente por não ver isso. Isso é complicado, porque mesmo vendo tudo o que acontece, não dá pra perceber a intensidade das coisas, não dá pra ver o ponto que estão alcançando. Ao escolher, optamos automaticamente pela renuncia, não há como evitar, simplesmente deixamos muitas coisas pra trás ao escolher o que nos tenta, seja uma roupa, uma comida ou até mesmo um alguém. O que mais me intriga é esse horrível fato de ter sempre que renunciar, é nessas horas que a melancolia e aquela vontade louca de ficar apenas só no meu canto escuro, batem e entram sem hesitar na porta da minha vida. Enfim, crer e ter fé como sempre, sei que as coisas irão tomar o lugar que devem tomar, porque é Cristo quem está na condução.



'Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.' (P.Bial)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Afraid.

Não culpo o medo e a insegurança por estarem pairando em minha mente, nem muito menos quando os mesmo não estão em mim. Tudo isso pra mim tem sido muito novo, diferente, singular. Algo que me assusta muito, mas que ao mesmo tempo me deixa completamente louca de euforia. Sinceramente, não sei o que pode ser o amanhã, mas espero sempre anciosamente o amanhã pelo o que pode acontecer. Eu sei que esses momentos incríveis que tenho passado tem me levado muito a pensar sobre a vida, até mesmo sobre mim, porque tenho sentido coisas que antes eu não sentia, mas não sei se é ruim ou bom, sei que é intenso. Tenho medo, muito medo, medo de acreditar, medo de confiar, medo de sentir o que meu coração diz, medo do amanhã, medo de me frustar, medo de errar, medo de amar... Em contrapartida, esse medo vem acompanhado de uma pitada de loucura, que na qual me faz renunciá-lo e arriscar nesse jogo do bixo. Tenho procurado viver um dia de cada vez, até porque cada dia que passa tem sido um mais revigorante que o outro e agradeço à Deus por ter essa oportunidade de acordar com vida, saúde e ar nos pulmões em todas as manhãs. Ainda continuo sem saber o nome de tudo isso, ainda continuo sem saber o que é isso. ' Enquanto não houver respostas para as minhas perguntar, continuarei a escrever.. '. Afinal, eu só quero entender as coisas, isso me basta.


'Não consigo dizer se é bom ou mau, assim como o ar me parece vital ..'