domingo, 18 de dezembro de 2011

Know.

A convivência pode até ser grande, o grau de intimidade também. Mas na verdade, ninguém te conheçe, ninguém sabe ao certo o que se passa na sua cabeça, ninguém entende o que acontece no seu coração. Já estou farta de ouvir que em cada cabeça mora uma sentença e pra ser sincera, nem me preocupo mais em decifrar essas sentenças. A cada dia que passa, eu tenho mais convicção do quão estranha eu sou, creio que devo ser algum tipo de exceção ou raridade, sei lá ! Sei que me sinto cada vez mais diferente dos outros a medida que o tempo passa, talvez eu devo ser especial em relação a algo ou alguém, não sei ! E o simples e torturante fato de eu não saber que coisa é essa que acontece comigo, me faz surtar ! Podemos viver mil anos ao lado de alguém, mas nunca a conheceremos a fundo, nunca saberemos de verdade o que se passa com ela. Enfim, tem tanta coisa dentro de mim, principalmente desorganização, tantas insanidades que se difundem com o pouco de equilibrio que me mantenho. Volto a repetir, muita informação, pouca estrutura. Todo mundo diz que nada é 100%, mas sei lá, só queria ficar realmente bem, bem comigo mesma ! Mas é em cada conflito mental como esse que repito a mim mesma : Aceite, porque o primeiro passo é a aceitação pessoal !




' life is a bitch ! '

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Perfect stranger.

Ainda o que nos resta é aceitar, querendo ou não, concordando ou não, gostando ou não. Enquanto ainda não tivemos o nosso total domínio a única coisa que ainda nos cabe é a submissão e o respeito. Somos tão maleáveis, ao ponto de termos nossa vida revirada em fração de segundos, mas em muitos casos a parte ruim é que nem sempre desejamos o que nos acontece. Mas então chega a hora de aprendermos a exercer a tão pedida sabedoria e paciência. O tempo é rei, ele sabe exatamente o que nos irá acontecer e principalmente quando. Deus é o maioral, sabe escrever as coisas com tanta exatidão mesmo que nós damos à Ele linhas tortas e complexas. Na verdade, creio que precisamos parar de esperar demais, criar muita expectativa, ter esperanças demasiadamente, porque ao meu ver é a única forma de não nos frustarmos, de no fundo não nos machucarmos ou sei lá, até mesmo de perdermos o nosso eixo ou algum tipo de centro de equilíbrio. Sempre é assim, quando enfim me animo com algo, rapidamente qualquer besteira me faz perder o rumo, até mesmo a animação, pode ser uma proposta maior que me aparece ou uma faísca de desmotivação. Já nem insisto mais em tentar compreender essa minha vida ou o que se passa ao meu redor, sei que a cada dia que passa eu tomo mais na cara por ainda continuar persistente na ideia de tentar entender o que tem acontecido, mas como uma boa cabeça dura eu ainda não aprendi. Mas entendo que Deus está no comando de todas as coisas, Ele sabe o que é melhor pra todos, inclusive pra mim que não sou mais ou menos pecadora do que qualquer um, Ele sabe de todos os meus passos desde que me lavanto até o momento em que me deito. Enfim, só quero que o dia termine bem, só quero continuar tendo motivos pra rir, as minhas alegrias pra contemplar e as MINHAS pessoas pra amar. No mais vou agradeçendo, por ter a graça e prosperidade de contemplar mais um dia em minha vida.




'Outra vez, as coisas ficam fora do lugar, quando então, começo a me sentir em casa...E se o desejo é uma desordem, um "mãos ao alto, fique onde está!", sem alarde me recolho, escolho me calar. E nada vai desmerecer tudo que ainda somos, toda certeza que supomos mas a vida lá fora tá chamando agora e não demora! Quem dá mais? Na falta que a falta faz. Outra vez, teus olhos devem me denunciar, como não reparo no que me atrasa?'

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Leave.

Lá no fundo existe uma alma cansada. Uma alma que pede colo e um abrigo seguro. A mesma que não tem mais tempo nem pra si própria. Por algumas semanas o seu alicerce lhe foi tomado, e sabe-se lá quando o terá de volta. A doce e agradável compania física diária hoje não passa de alguns torpedos e ligações. Me disseram que ela anda cansada, saturada dela mesma, exausta por tentar fazer algo pra mudar, mas não ser mais forte do que ela mesma pra quebrar os seus assustadores paradigmas que tanto os aprisiona em um poço sem fundo. Então várias questões penetram em sua mente, sobre como escapar disso tudo. Eu diria na verdade que ela tem me saído uma boa covarde, só pra não sair do costume, porque em uma hora dessa tentar fugir de tudo isso, abrindo mão e jogando tudo pro ar, seria suicídio, não acha!? Mas tudo bem, ao falar dela prefiro não optar muito com os meus conselhos altruístas. Sei que no fundo você já pensou diversas vezes em desistir, mas um amor maior ainda te guia, graças à ele que você tem conseguido chegar até aqui, não é mesmo?! Mas calma, creia e tenha fé, seja paciênte e tenha bastante sabedoria antes de fazer qualquer coisa, antes de julgar ou pré-conceituar algo, ambos são terrenos perigosos que podem te destruir facilmente. Se quer mudar e sair de toda essa bola de neve, faça por amor à você, não pelos outros. As pessoas demoram a valorizar e a perceber o quão importante é a sua vida dentro da delas.



' Todo o amor que existe desejo para lhe dar
Quando se sentir triste não pare de cantar
Catch a fire em tudo que lhe causa dor .'

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Selfish.

Não adianta, esse seu egoísmo e ignorância não tem fim, nem tão pouco um suposto limite. Não adianta te pedir que valorize as coisas ou que faça valer a pena. As pessoas ao seu redor fazem exatamente de tudo pra te agradar, absolutamente tudo pra fazer os seus mimos e gostos, é claro que me refiro as pessoas que te amam, que são loucas por você, que fazem o possível e impossível pra te ver dando um simples e bobo riso, porque elas sim verdadeiramente deveriam ser valorizadas por você, mas o orgulho mesquinho é tão enorme perante a todas essas criaturas de boa fé, que você fica completamente cega, quando elas estão na ponta do seu nariz. Elas são capazes de abdicar o próprio riso apenas pra ver o seu, são capazes de passar frio pra te aquecer. O que elas ganham em troca ?! A SUA INGRATIDÃO ! A sua intolerância por não ter o que quer, quando quer. O seu estresse, a sua tpm desordenada e turbulenta, a sua brutalidade, o seu egocentrismo gritante, a sua raiva descontrolada, a sua falta de compaixão e compreensão, a sua HIPOCRISIA ! Sim, hipocrisia mesmo, porque é isso o que você é ! Hipócrita de merda, que fala o que quer quando bem entende aos outros, aconselha os outros como se fosse a mais sábia dentre os homens, briga, grita como se tivesse a razão, como se comandasse o ninho da razão, mas na verdade você não passa de um pobre Ser que morde a própria língua, que sempre anda caindo em contradição! No seu lugar eu teria vergonha de ser quem é, teria um pouco mais de humildade e respeito pelos que te amam, mas, quem sou dentro do seu joguinho pra lhe dizer o que fazer não é ? Caso eu esteja me equivocando em algo, lhe dou a honra de me corrigir, mas sei que isso não acontecerá... Porque será ?! [...]











.|.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Profile.

Ela é assim, um tanto delicada e educada com quem bem lhe convém. É capaz de manipular a quem mais ama em troco do ego, usa o seu tom mais suave pra conseguir o que necessita, age da sua forma mais fria ao praticar o sarcasmo e cinismo. Dona e responsável por muita dor, sua dor e dor dos outros. Narcisista o suficiente pra não saber falar dela mesma, será sua falta de conhecimento do seu próprio ser ou é apenas a sua perda da essência dando os seus primeiros sinais!? Não sei, nem tão pouco ela. Ainda não compreendo o porquê dela ser demasiadamente preocupada com os outros, não saber falar não ao que lhe prejudica, não ter limites em querer agradar ao próximo, as vezes lhe comparo com o ser mais apaixonado pelo masoquismo, porque não há base alguma nesse seu prazer em tentar fazer o bem à quem tanto lhe faz mal. De tanto colecionar lágrimas de frustrações, ela é fria, grossa e insensível. Não falo isso para diminuí-la ou fazer com que ela pareça algum monstro, apesar de achar que já agiu muito como tal. Falo porque a conheço o suficiente pra ter as minhas conclusões. Já fui alvo da sua rispidez e prepotência, e hoje, carrego minhas cicatrizes no coração, na mente, nos punhos... Ela pode ser quem ela quiser pra quem bem entender, pode variar da mais agradável moça a mais peçonhenta de todas as víboras. Sua personalidade forte e bruscamente bipolar consegue destruí-la aos poucos, funcionando como pequenos parasitas aparentemente indefesos, que em questão se segundos a transforma em um ser inverso do que era. Ela tem uma memória fraca, mas eu costumo chamar de memória seletiva, ela se recorda apenas o que é de seu interesse, o que não se enquadra em seus padrões de 'ganhos e perdas' é simplesmente descartado como um papel de bala que é jogado em um chão de calçada. Nunca vi tantas dimensões em um só coração como no dela, são tantas camadas que mais me parece como um linha do tempo que se renova a cada início de ano ou século, são tantas lembranças em cada lacuna de divisão que me assusto com tanta informação, não sei, é como se fosse um mausoléu do seu passado, um sepulcro interminável, intermitente e frequente. Sua mente é uma casa de pensamentos loucos e sem medidas, seu coração habita traumas e medos, o seu corpo é apenas o apetrecho valioso capaz de levar essa sobrecarga de sensações. Lá no fundo, ela me faz bem, alegra a minha solidão e compreende exatamente aquilo que quero falar, aquilo que penso, faço ou deixo de fazer, aquilo que eu quero ou não, aquilo que sou. Apesar dela rir na minha cara, quando na verdade só preciso de um abraço sincero seu, me julgar como idiota quando eu só procuro compreesão, banir o meu caráter quando eu só quero atrito de coisas boas pra crescer, partir meu coração quando eu quero renovação, eu ainda a amo muito, porque é somente com ela que eu convivo a mais de dezoito anos, e acredite, essa nossa árdua caminhada até aqui, de nada foi fácil.










'
Se censuram suas ideias, têm valor
Não se renda nunca ,sempre levante a voz
Lute forte e sem medidas
Não deixe de acreditar
Não construa muros em seu coração
O que você faz sempre, faça por amor
Com as asas contra o vento, não há nada a perder
Não fique com seu nome
Escrito na parede... '

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Disappointment.

Nos culpamos, nos maltratamos, nos torturamos. Por nossa culpa, por culpa alheia. As vezes a culpa é da má administração, da má distribuição da afetividade. Em certo disturbios e descontroles emocionais, o coração sangra e a mente para, não há como domar, não há o que fazer. É um discarrilhamento tão intenso, que não há nada que o faça seguir seus trilhos, o seu caminho. Diáriamente estamos lutando contra nosso demónios interiores, com nosso pecados, nossas falhas, mas ainda assim, o que fazemos não é o necessário para que não sejamos seres errantes. Há males que vem para o bem, já me saturei de tanto ouvir esse 'vulgo dizer', mas me intriga em não saber até que ponto esses males realmente nos faz bem. Será que colocamos muita expectativa nos outros, esperamos demais, confiamos cegamente ou até mesmo temos muita fé? Ainda não somos dotados de sabedoria, nem tão pouco de discernimento pra guiar o pouco da sabedoria que possuímos. Tenho muito medo. Medo, porque sei que essas coisas me fortalecem, porque sei que esse fortalecimento só favorece a minha frieza, alimenta a minha insensibilidade. Por fim, o que aprendi é que a decepção não mata ninguém, ela apenas nos ensina a viver, sendo bom ou ruim, a vida é tocada pra frente.









'

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara..
Tão rara...'

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Valour.

O tal valor, o mesmo que poucos conseguem reconhecer. É tão duro saber que nem sempre somos dotados de valores, me refiro também ao fato de não doarmos o devido valor à quem merece. Há ocasiões que até mesmo nós nos auto-desvalorizamos, sem que seja necessária a atuação de outras pessoas. Algo que de certa forma é tão fácil de prática mas ao mesmo tempo tão complexo, algo que as vezes fere o nosso orgulho ou o âmago de nossa essência. Ainda não consigo entende o porquê da dificuldade em viver com simplicidade, adotar os conceitos e descartar os preconceitos. Há muito sensacionalismo e extremismo, uma radicalidade fora do comum, que apenas nos destroem aos poucos. Novamente não valorizamos o que de fato deveria ser valorizado. Coisas mínimas que valem mais do que coisas extraordinárias, gestos pequenos que valem mais do que qualquer promessa grande, atos simples que valem mais do que estilosas aparições, e ainda assim nos cegamos diante de tudo o que é pequeno aos olhos de um leigo e grande diante de um humilde olhar. E torno a dizer que temos exatamente tudo o que nos é necessário, temos uma vida, temos amigos, família, saúde. Mesmo assim insistimos na reclamação, no mau humor, na insatisfação e na inconformação. Temos problemas assim como qualquer outra pessoa que tem uma vida normal, temos aflições, temos decepções e frustrações, mas sempre tiramos bons proveitos de tudo isso, sempre nos tornamos melhores que um dia éramos, mas nem sabedoria o suficiente pra reconhecer isso e valorizar, somos capazes de ter. Há muita ignorância pra pouco caráter, muita irracionalidade pra pouca massa cefálica, muitas ideias novas pra exatamente muitas mentes fechadas. Enfim, somos o que somos, quem somos e com o nosso singular valor, não há o que discutir ou o que contestar, apenas aceitar e mudar caso seja necessário, afinal, toda mudança coopera para o bem, não é ? Nunca sabemos quando é que nossa vida termina, por isso, como uma certa vez que ouvi de um professor: ' viva cada dia como se fosse o último, estude como se fosse viver pra sempre. '



'Certas coisas não têm sentido e nem razão para acontecer.
Sentimentos bons vêm e vão, temos que viver.
Abra os olhos, siga em frente, nada é pra sempre,
Vamos zerar e recomeçar.'

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Purpose.

Acredito fervorosamente no propósito que cada coisa possui e principalmente no fato de que tudo o que nos acontece é embasado em um motivo, seja bom ou ruim, o importante é que nada é em vão, de uma forma ou de outra algo nos acontece para que sejamos edificados como seres humanos, a primeira vista enxergamos tudo como uma grande muralha indestrutível, nos encontramos na árdua posição de inútilidade e por diversos momentos pensamos em parar e fugir da primeira barreira que a vida nos impõe. Lutar por fortes desafios requer um motivo, uma inspiração, uma orientação, um alvo, uma meta. Não seriamos capazes de lutar por nada se não houvesse uma força que nos induz a seguir a batalha. De suma importância também a sabedoria, paciência e o discernimento fazem um composto muito especial, quando se diz respeito à dificuldade, pois apenas corações sábios e paciêntes que sabem exatamente o que fazer em momentos de aflições. Com várias oscilações ao decorrer da vida, hoje me sinto mais forte, foi ao decorrer de enérgicas situações embaraçosas que aos poucos pude firmar meus conceitos e meus objetivos, apesar de muitos deles serem remodelados com novas experiências, mas o fato é que tudo aquilo que de nada me serviu hoje cicatrizou em mim como marcas de vitórias. Creio também que coisas ruins podem nos acontecer para nos fortalecemos e daí então abrirmos espaços para que novas coisas possam nos acontecer, e geralmente essas 'novas coisas' são boas para nós! Em hipótese alguma devemos deixar de crer e ter fé, nas pessoas, no amor, no coração, em mim, em você, em Deus..





'Palavras que foram dadas com tom de amanhecer
Levo a vida todo esse amor contigo
Se o destino quis então deixar a fruta no pé amadurecer
O tempo passa e cada dia reacende a nossa história
Levo a vida e ainda toco o barco
'Cê sabe o jeito que ainda me acho
Deixo de lado toda incerteza e sigo o coração
Quantas palavras tenho guardadas ainda pra dizer
Sei que vou abrir a porta o sol vai entrar contigo
Pois o amor é como luz da primavera faz tudo florescer
Renovando toda vida colorindo o mundo agora
Vida leva e ainda toco o barco
E um tropeço ela sai do passo
Sigo sempre a voz que vem do coração
Eu acredito no amor
Em busca da fé eu vou..'

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Forgiveness.

Sensações. Algumas descritíveis, outras nem tanto. Há quem possa dizer que tudo pode ser explicado e entendido, mas há artes que eu ainda desconheço. Pode ser que em algum momento da vida nós nos encontramos em perfeito estado de inércia, algo que age como uma espécie de bloqueio mental, que na qual nos deixa sem rumo, sem leste, sem um “ponta pé” inicial pra algum tipo de raciocínio. Não há como identificar o que realmente lhe causa dor, não há nem como saber se de fato lhe causa dor, tendo em vista aquilo que te faz bem supera e cobre inteiramente aquilo que te faz mal. Eu não conseguia entender o prejuízo que a raiva nos causa até perceber o quanto o rancor edifica moradas malditas em nosso interior, enquanto aquilo que nos provoca raiva tão pouco se importa com o que sentimos ou não. Não vale a pena cultivar o rancor, tal como a raiva, tristeza e etc. Na verdade o que precisamos é um pouco mais do amor que se traduz em ações, o amor que não se baseia apenas em teorias inacabadas de filosofias baratas, o amor que tudo crê e suporta. Talvez assim, muito do que deveria ser perdoado, hoje já seria esquecido e renovado em paz e harmonia. Ainda não somos preparados pra ter o orgulho ferido, quem dirá o coração. Ainda temos um interior pouco quebrantado, um âmago repleto de mecanismos de defesa que transpassam frieza apenas a título de proteção ou de outra visão que reflete a covardia e o medo de arriscar. Apesar de tudo, estamos trabalhando muito bem no quesito ‘compaixão’, aquele tal sentimento que foi citado pela mente mais sábia que um dia habitou na terra, o sentimento que nos instrui a amar o próximo como a nós mesmos, a oferecer o outro lado da face quando temos um lado esbofeteado ou até mesmo a ajudar o nosso pior inimigo quando necessário for. Portanto, não há razões para regar nosso plantio com parasitas que pouco a pouco vão nos destruindo, não há justificativa alguma para darmos espaço à mentira, ódio e o rancor. Somos seres livres, com destinos traçados rumo à felicidade, temos saúde, amamos, somos amados e temos um Deus que olha por nós todos os dias e nos agracia com sua misericórdia que a cada manhã se renova.




'.. é preciso amar, as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.. ' (R.R)

terça-feira, 28 de junho de 2011

So tired.

Aos poucos as coisas não vão tendo o mesmo brilho de antes, as pessoas perdem aquela essência totalmente envolvedora e encantadora, o que antes nos acelerava o coração hoje não passa de simples decepção que desce amargamente pela boca. Ainda não consigo compreender a forma possessiva que uns tratam os outros, toda cobrança, toda as fortes palavras que exigem o que não existe por direito. Não somos propriedade privada de Seu Ninguém, não somos objetos de fácil manuseio, nem muito menos marionetes manipulados por habilidosas mãos. Me cansei de servir como uma espécie de objetos para os outros, como se houvesse uma obrigação da minha parte em agradá-las, como se eu fosse uma serva ou mordoma. Há um cansaço, uma saturação ou para ser mais exata, uma decepção. Meu coração grita, chora e sangra, porque há amor, há sentimentos que me prendem à quem me faz mal ou à quem simplesmente tenta me fazer tal ato. Não há motivo para exigirmos demais uns dos outros, somos quem somos, somos o que somos e não somos de quem aparentamos ser. Somos livres, possuímos desejos e vontades próprias, sentimentos e ressentimentos. As vezes tenho um grande medo de mostrar tudo aquilo que habita no meu coração, por talvez poder ser dura demais ou intensa demais, mas o fato de tudo aquilo que se passa comigo não ser exposto ao mundo, não significa que não sinto e que eu não seja capaz de sentir. Me cansei de tentar agradar a todos, de tentar se o melhor e no final sempre acabar frustrando expectativas alheias, de ficar calada e engolir tudo a seco sem ao menos poder gritar. Sim, estou cansada, sobrecarregada, saturada..





'Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo..'


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Absorption.

Ainda insisto sempre no mesmo erro, talvez seja burrice, talvez seja compaixão. É, compaixão, o tal sentimento que me tira de cena pra colocar os outros, então, eis que os outros tomam o primeiro lugar. Me deixo ser levada, apenas para agradar os alheios, em certas ocasiões sou capaz até de me deixar ser esquecida apenas pra proporcionar um sorriso sincera à alguém. O final é sempre o mesmo, ninguém nunca se satisfaz com o que eu posso oferecer, não ouço nem ao menos palavras de agradecimento em virtude da minha tolice, o que me vem são apenas palavras desnecessárias que surtem o mesmo efeito que dilarcerar o meu peito e me roubar o chão. Aguento calada, não consigo revidar as palavras que tanto conseguem me machucar, apenas saio e deixo o meu silêncio. Aos poucos vou sendo absorvida, vão me tirando a confiança que eu possuía com os outros, a crença da amizade, o desejo de se entregar à felicidade, a fé no amor. Fico completamente saturada, exausta e com preguiça das pessoas, tudo isso por erro de quem? Já não consigo pensar com precisão de onde se encontra a peça que falta nesse imenso e confuso quebra-cabeça. Me torturo e me cobro, por não ser suficientemente boa pros outros, por não ser capaz de sanar as necessidades que todos eles me impõe. Contudo, por tentar sempre me ajustar aos outros, tenho me esquecido de quem eu sou, procuro a essência que antes eu tinha e hoje só encontro migalhas do que um dia foi bom. E hoje? Apenas sinto saudades de quem eu era e me assusto com medo de quem eu sou.





' Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é, a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier. O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído .. '

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Everything.

Testei várias faces, apenas pra descobrir a que mais se adequava ao que estava diante de mim. Tentei ser o melhor de mim, tentei dá o melhor de mim, é, tentei. Como toda pessoa normal, sou um ser que também necessita de atenção, carinho, prioridade. Tenho meus altos e baixos, meus dias de alegria, meus dias de euforia. Não sei qual foi a engrenagem que insistiu em parar, não sei qual foi a canção que parou de tocar, não sei em qual parte que eu deixei de desenhar minha história. Fiz o possível pra não estourar, pra não te maltratar, pra não te magoar. Engoli a seco muitas doses de frustação, decepção e desapontamento, completamente calada e paciente, na fé de que haveria mudança se eu acreditasse. Cegamente eu ignorava o que me era dito, palvras baixas que eram direcionadas sobre sua índole, mas eu acreditei em tudo aquilo que sua boca proferia à mim. Tudo há um limite, tudo há um cansaço, uma saturação. Todos eles bateram na minha porta e se obstinaram a entrar. Foi algo que não tive controle, algo que se dominou em mim. Enfim, o que eu mais temia em acontecer dentro de mim, aconteceu. A tal explosão, uma manifestação súbita de diversos sentimentos dentro de mim completamente inenarrável, um brado de exibição que na qual nunca tinha visto antes, várias sensações que literalmente foram parar na flor da minha pele. Desculpe-me, mas explodi e me expressei da forma mais grotesca que poderia.









'

' [...]

Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar
Eu espero que você não esqueça
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava o mundo
Dentro de um postal .. '

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nutritious.

Aquilo que não me nutre, me fortalece. Em contrapartida, muito do que tem me nutrido tem me devastado. O sono é um dos últimos itens a ser utilizado, o cansaço mental é tão extraordinário que as palavras simplesmente escorrem da boca como água entre os dedos. Inconstâncias sentimentais, oscilações bruscas na bipolaridade, silêncio profundo. Não é possível que tudo isso pode ser real, embora tudo se apresente um tanto surreal, é um conjunto tão maravilhoso mas ao mesmo tempo é uma reviravolta que leva ao surto, são duas contraposições que praticamente se encaixam perfeitamente, se não fosse o fato de serem vincúlos que não se cogitam. Assim, exatamente como eu ouvi, com exatas palavras como estar fora de cogitação. Em um outro ângulo de avaliação, é possível encontrar marcas do passado que repercutem no presente e se fortalecem ainda mais para o futuro. É, mais uma vez o mundo e suas voltas, o mundo e suas arte-manhas de nos deixar completamente sem opções. Mas quem sabe se tudo fosse pelo o caminho mais fácil, que graça e adrenalina teriamos pra disfrutar, compartilhar e repassar?




' What goes around, come back around .. '

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mess.

Pane. É o que verdadeiramente aconteceu. Não há respostas, não há explicações, não há definições, o que há é apenas um conjunto um tanto nulo cheio de incógnitas. Talvez com alguma finalidade útil de estar acontecendo ou apenas com algum propósito intrigante. Não há o que se pensar, não há o que se fazer, não há o que jugar, o que há é apenas um conjunto de uma bagunça que a primeira vista, se apresenta até como organizada, mas ao se desmembrar se mostra desorganizada como realmente é. É um acumulo de sensações completamente indescritíveis, um descarrilhamento de dúvidas completamente surreal, um surgimento de novos ares, novos rumos, novos lados e lestes. Não há muito o que se discutir, até porque não há muito o que se definir, só há necessidades para serem completamente sanadas, necessidades da falta que a falta faz, do afeto que afeta e do afago que afoga. Creio que isso pode soar como sempre, um tanto sem nexo, sem base e sem fundamentos, talvez porque apenas os que estão participando ativamente podem compreender o grau de intensidade, necessidade e envolvimento de tal fato. Mas não tenho muita certeza, quem sabe isso pode ser apenas palavras soltas de um desabafo de alguém que não tem à quem recorrer e desabafar. Mas como tudo o que ocorre, isso é apenas mais um ponto que eu não sei determinar, contudo, isso é só um detalhe que não devemos nos prender. Na realidade não há como comparar com muita coisa, porque é um tipo de coisa que na qual nunca vi passar, nunca vi acontecer, é tão distinto de tudo o que já me passou, incomparável a tudo o que eu já vi. É um teatro mudo em que apenas os atos falam por tudo, atos que nos descentralizam do nosso eixo, nos entorpecem, nos ensorbercem e nos tiram completamente o oxigênio. Mas é assim, destino irônico que insiste em nos dobrar e nos redobrar. Ah, mas que bela bagunça! Para o meu Jason ' what a beautiful mess this is? '





" Remar. Re-amar. Amar .. "

domingo, 15 de maio de 2011

Cleaning.

É chegado o tempo. O tempo que há tempo para todas as coisas, tempo de pensar, tempo de se recolher, tempo de agir, tempo mudar, tempo de procurar, tempo de se achar, tempo de calar, tempo de fazer uma limpeza. Ao certo o que mais me cabe agora, é uma bela limpeza, limpeza no coração, na mente, na alma. Muitas vezes me vejo muito apenas idealizando as coisas ou simplesmente traçando teóricas atitudes, e no final, sempre é a mesma coisa. Uma imensa insatisfação pessoal. Tamanho transtorno interior, que simplesmente me canso, praticamente de tudo e de todos. Nesses extremos casos me falta equilíbrio, me falta bom senso e as vezes um pouco de amor próprio, apesar disso soar um tanto contraditório em meio a minha personalidade narcisista. Hoje me deito cansada, me deito preocupada, me deito completamente inquieta e atordoada. Por fim eis que me pergunto: a troco de quê ?



"... Se eu gostar de você tenha a gentileza de não me deixar tão solta. Não me pergunte aonde vou, mas me peça pra voltar. Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. Se eu gostar de você, tenha a delicadeza de também gostar de mim. E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou..." (Fernanda Mello)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Our bed.

Então, quando chega a noite e vou me deitar, fecho os olhos e te vejo, te tenho em lembranças que a nossa cama me traz, te tenho em meus sonhos que meu subconsciente me honra em me mostrar, mas então ao amanhecer muito do que eu tinha some no despertar, e fico ardendo em vontade, em saudade. Tenho a maravilhosa sensação de a cada dia te ter mais perto de mim, de aos poucos ir conquistando um espaçinho dentro de você e de passo em passo ir construindo uma história ao seu lado. A medida que os dias vão se passando eu comemoro o desejo de mais uma vez me apaixonar que você despertou em mim, salto de alegria por você ter me libertado da frieza, dou risos bobos só em notar que percebi a parte ruim que existe em gostar de alguém. Engraçado como perto de você eu me sinto travada, o meu potencial do 'dom das palavras' (como você diz) simplesmente some de mim, basta apenas olhar pro seu rosto, reparar o sorriso mais sincero e encantador, tocar suas mãos que as vezes ficam bem geladinhas ou até mesmo só te abraçar, pra tudo o que eu tinha em mente pra te dizer desaparecer de mim, é algo tão extraordinário que hoje nem me esforço mais em tentar lembrar o que era pra ser dito porque apenas te olhar me basta. As vezes acho que você faz muita coisa de propósito, só pra instigar a minha vontade de te roubar pra mim, como quando você me pergunta o que é alguma coisa ou um significado de alguma palavra, quando me observa dos pés a cabeça, quando faz a carinha de bixinho mais boba de todas, quando dá risadas altas por alguma besteira que eu acabo de falar, quando me ameaça de morte todas as vezes que eu faço a cara de brava, quando fala que vai me bater por não saber interpretar as minhas desmonstrações de afeto atraves de beliscões e tapinhas ou quando você fecha a cara por algo que te deixe com ciúme. Não sei bem o que é tudo isso que tem nos acontecido, sei apenas que preenche todo o vazio do meu coração, alegra os meus dias e me dá motivos pra todos os dias radiar de felicidade. Diante de tudo, queria expressar a minha humilde e imensa gratidão por você, por tudo o que você tem feito, por suas qualidades, por seus defeitos, pelos seus erros, pelos seus acertos e principalmente, por tudo aquilo que você é pra mim. Simplesmente obrigada, por me fazer aos poucos perceber que eu ainda sou capaz de amar alguém novamente. :x




' .. nem mesmo sei se é a sorte ou o destino, pra unir dois caminhos assim, em pouco tempo, uma reviravolta grande, que faz o meu corpo delirar todo instante, então você vem, me desarma, tira o chão dos meus pés, me toma toda calma que eu perco até a fala .. '

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Respect.

Por um instante eu desejo que antes de dormir, houvesse um pouco mais de respeito pelas pessoas, por todas as que já se foram, por todas as que estão aqui e por todas as que ainda estão por vir. Não entendo como um ser é capaz de dizer que ama alguém e ao mesmo tempo não consegue ter o mínimo de respeito que ela merece, nem muito menos irá entrar na minha cabeça quando eu ouço algo de alguém do gênero de 'estou com você sempre e te apoio no que for preciso', e convicta de ter alguém pra me apoiar e me segurar, na primeira escolha que eu faço que não seja agradável ao tal que me diz tais belas palavras de conforto, tudo já se transforma, tudo belamente se compõe e se decompõe numa proporção muito rápida. O que mais me dói é saber o tamanho do amor que eu carrego por muitas pessoas, pessoas que na quais me fizeram quem eu sou hoje, pessoas que sem elas eu não seria capaz de ser nem a metade do que sou hoje, portanto, essa dor só tende a aumentar ou a nunca acabar, porque não é por não acatarem o que eu posso oferecer que eu vou deixar de lado toda uma história que já construímos. Então, por fim quando chego à essas pequenas conclusões, depois de tanto pensar, de tanto ouvir, de tanto chorar, eu me sinto só, sinto um vazio que cada um deles me deixam ao virar as costas, ao dizer que vão estar comigo mas apenas de longe, ao simplesmente não falarem nada e apenas partirem, me sinto só por ter perdido muitos que um dia eu fui capaz de oferecer todo o meu amor como forma de gratidão por uma singela amizade, me sinto só por as vezes sentir falta de um verdadeiro abraço de conforto sem que eu não precise dizer absolutamente nada. Mas sábiamente (ou não) eu sei que tudo aquilo que não me nutre, me edifica. Hoje em muitas áreas já me sinto mais edificada, mais resistente à certas coisas, mais racional quando necessário. A partir daí em respeito aos que amo, eu irei me afastar do que me atrapalho em fazer melhor: ser o melhor para os que me circundam. Tempo à mim, tempo aos outros, tempo ao tempo..



'Me cansei de lero-lero, dá licença, mas eu vou sair do sério. Quero mais saúde. Me cansei de escutar opinião, de como ter um mundo melhor, mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha. Eu sei que agora, eu vou é cuidar mais de mim! ' (Zélia D.)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Same thing.

E então chega o período em que tudo se encontra peculiarmente acomodado, tudo para e estaciona na maneira que está e no interior a moradia da mesmice se faz presente de uma forma tão clara que não há um que deixe isso passar desapercebido. Como resa bem a lenda, tudo o que é em excesso ou faz mal ou cansa, e é exatamente isso o que tem acontecido. Não sei ao certo se é cansaço ou se é algum dano e prejuízo, sei que a mudança nesse exato momento pede pra assolar em mim, se firmar e se edificar no meu interior. Como já disse, uma vez um certo alguém especial me ensinou que toda mudança coopera para o bem, mesmo que seja em um processo difícil, doloroso, agoniante e lastimável, porque no final de toda caminhada há uma recompensa, não importa se é boa ou ruim, mas ela sempre estará lá, quer você queira ou não. É exatamente aí que entra aquela tal histórinha da colheita que é obrigatória e do plantio opcional. Parte de mim grita por uma inovação, por algo que traga aquele verdadeiro espírito de exploradora, aquela paixão por despertar sempre um novo dia, algo que traga a sagacidade e ferocidade, mas, em contrapartida há a outra parte que não quer praticar o desapego, que não se desprende do que passou, que não apaga as dores e cicatrizes, então uma briga intermitente e frequente começa entre os dois lados, que a confusão apenas marca presença. Independente de como terminará essa briga, quero apenas ter a certeza que de ontem em diante não serei mais quem sou no instante agora, quero a mudança em mim, quero ser a mudança em mim.




"Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida.
Cada mudança, cada projeto novo causa espanto:meu coração está espantado.
É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue" (C.L)

domingo, 20 de março de 2011

Judge.

A princípio, venho apenas à reclamar. Hoje a saturação realmente chegou no seu ponto extremo de tolerância. Então a palavra é a seguinte: pré-julgo. Como ela me enoja, me estressa, me tira completamento do meu pleno estado de ponto de equilíbrio. Por ser um ato tão simples, porém completamente destrutivo. Algo que a primeiro momento, não se faz necessário dar tanta ênfase, mas quando se é permanente aí sim, é algo completamente cruel e devastador. Não entendo o motivo pelo qual as pessoas necessitam de se alimentar de tanta hipocrisia, nunca entenderei esse fato que elas tanto comentam da vida alheia, apunhalam tanto os outros à troco de nada, quando na verdade o feitiço só faz mal ao feitiçeiro, e mais, quando isso é usado na busca de engrandecer o própio ego e a auto-estima, no final, nada disso valerá a pena. Infelizmente não há como fugir desse mal, ele nos assola em qualquer lugar que possamos ir, principalmente lugares e pessoas que você nunca espera que tal feito possa vir, é aí então que não conseguimos sair completamente ilesos, porque isso dói e nos machuca obstinadamente. Triste, porém real. Hoje? Me cansei, cansei de tentar ser o melhor de mim pras pessoas não terem motivo do que falar e me deixarem em paz, mas vejo que isso não é simples.



'O seu mal pensado, o seu mal olhado, não me faz andar pra trás e nem ficar parado..'

quarta-feira, 16 de março de 2011

Decision.

Tempestades em copos d'água. É, somos mestres nesse ramo. Me chama atenção a forma com que a responsabilidade age em cima de nós, como ela nos assusta tanto e principalmente o tanto que ela nos torna covardes ao ponto de renunciarmos o que amamos pra simplesmente ficarmos livre de fardos. O destino é cômico, é irônico, coloca as pessoas em nossas vidas por um simples acaso(ou não), e de uma brutal decisão as tiram de nós de uma forma egoísta, ele nos faz tomar decisões loucas, decisões desesperadas e decisões insignificantes. Com o tempo vamos ficando com marcas, os nossos ciclos nos deixam com marcas, e pior, esses ciclos são eternos. Ciclo de amizade, ciclo de relacionamento, ciclo famíliar. Pessoas vem e vão a todo momentos, aliás, as tais marcas são elas mesmo! As pessoas! São marcas que são cravadas em nós, que em pequenos ou grandes momentos eles vão se transformando em inesquecíveis. Muitas vezes é o destino egoísta que nos pega, nos transformando em um bando de filhos da puta em busca de satisfação do próprio ego, e nos deixa na ilusão de ter o direito de julgar, de colocar clichês nos outros, de rotular as pessoas, mas o problema é que a cegueira nos abraça em cheio diante dessa auto-destruição, ficamos cegos perante esses parasitas que aos poucos vão tomando de conta de todo o nosso ser, aos poucos toda a informação se acumula em meio de nossa pouca estrutura e finalmente, BUM! A bomba explode, percebemos o nada que somos, SIM! SOMOS NADA! nada perante a amizades brilhantes que somos capazes de cultivar, nada perante ao amor que podemos ter uns com os outros e ao amor infinito de Deus que pode nos consumir, nada perante as coisas boas que podemos proporcionar à alguém com pequenos e simples gestos, não somos nada diante de toda a capacidade posta à nós para sermos pessoas extraórdinarias! Somos luz do mundo e sal da terra! Como as coisas seriam mais fáceis se tivessemos isso em mente! Mas como belos veteranos egocentricos o que fazemos?! O nosso umbigo é mais importante que o do irmão! E o amor!? É, ele tenta ter espaço, mas somos nós quem não sabemos administrar bem as permissões! (y)



'Não é que nós não nos importamos. Nós apenas sabemos que a luta é injusta. Então continuamos esperando. Esperando o mundo mudar' (J. Mayer.)

domingo, 13 de março de 2011

Choice

Não há como escolher sem perder. A perda vem com inúmeras faces, algumas boas outras nem tanto. Não há como fugir tão fácil dessa opção, porque ela mesma não nos dá essa opção. Em todo o tempo vivemos o tempo de escolhas, o tempo das renuncias, que nas quais repercutem enquanto ainda tivermos uma memória, que só traz junto dela as lembranças que marcaram fervorosamente. Desde pequenos já somos alienados a escolher, o coleguinha, a cor do sapato, o modelo de roupa, o estilo de cabelo ou o brinquedo mais atraente. Ainda hoje, muitas vezes não entendemos o peso que a escolha pode custar na vida, principalmente quando não é a nossa vida que está no jogo, é aí que entra a velha história de machucar o próximo sem nem ao menos perceber a dor que estamos causando, e ainda nos culpam cegamente por não ver isso. Isso é complicado, porque mesmo vendo tudo o que acontece, não dá pra perceber a intensidade das coisas, não dá pra ver o ponto que estão alcançando. Ao escolher, optamos automaticamente pela renuncia, não há como evitar, simplesmente deixamos muitas coisas pra trás ao escolher o que nos tenta, seja uma roupa, uma comida ou até mesmo um alguém. O que mais me intriga é esse horrível fato de ter sempre que renunciar, é nessas horas que a melancolia e aquela vontade louca de ficar apenas só no meu canto escuro, batem e entram sem hesitar na porta da minha vida. Enfim, crer e ter fé como sempre, sei que as coisas irão tomar o lugar que devem tomar, porque é Cristo quem está na condução.



'Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.' (P.Bial)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Afraid.

Não culpo o medo e a insegurança por estarem pairando em minha mente, nem muito menos quando os mesmo não estão em mim. Tudo isso pra mim tem sido muito novo, diferente, singular. Algo que me assusta muito, mas que ao mesmo tempo me deixa completamente louca de euforia. Sinceramente, não sei o que pode ser o amanhã, mas espero sempre anciosamente o amanhã pelo o que pode acontecer. Eu sei que esses momentos incríveis que tenho passado tem me levado muito a pensar sobre a vida, até mesmo sobre mim, porque tenho sentido coisas que antes eu não sentia, mas não sei se é ruim ou bom, sei que é intenso. Tenho medo, muito medo, medo de acreditar, medo de confiar, medo de sentir o que meu coração diz, medo do amanhã, medo de me frustar, medo de errar, medo de amar... Em contrapartida, esse medo vem acompanhado de uma pitada de loucura, que na qual me faz renunciá-lo e arriscar nesse jogo do bixo. Tenho procurado viver um dia de cada vez, até porque cada dia que passa tem sido um mais revigorante que o outro e agradeço à Deus por ter essa oportunidade de acordar com vida, saúde e ar nos pulmões em todas as manhãs. Ainda continuo sem saber o nome de tudo isso, ainda continuo sem saber o que é isso. ' Enquanto não houver respostas para as minhas perguntar, continuarei a escrever.. '. Afinal, eu só quero entender as coisas, isso me basta.


'Não consigo dizer se é bom ou mau, assim como o ar me parece vital ..'

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Irony.

É simplesmente irônico. Esse destino realmente é irônico. Nos prega cada peça que são simplesmente inenarráveis! Em um piscar de olhos, ele é capaz de transformar o que fazia parte do seu passado, cair de pára-quedas no seu presente, e, sem sentir você já começa a expectar sobre o futuro. Sem perceber, você não consegue nem ver qual foi a ordem que tudo se processou, apenas se encanta com o que o presente tem a lhe dar para ser desfrutado. Completamente desarmada, o destino me deixa, e ainda então, várias sensações começam a tomar conta do meu ser. Rápidamente o atrito entre o passado que é presente e o passado que quer ser o presente começa a acontecer, e um pane de pensamentos assola na minha pobre mente. Mas o problema é que eu não tenho visto como e nem quando isso tem acontecido, é um simples PÁ e pronto. E tudo tem ficado assim, me deixando com um nó na garganta, nó nos pensamentos e com um enorme nó no coração. O que ainda sei é que tudo isso tem sido muito singular, ímpar, único. Me deixando com abalos e palpites que eu não sabia que um dia poderia existir em mim. Estou procurando ainda o nome disso tudo. Talvez a irônia é a que se encaixa melhor neste quesito.


' único, único, único. nenhuma palavra resume melhor. '

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Betray.

Essa semana ouvi uma história sobre um homem e sua companheira águia, foi algo que me deixou muito tocada. Mais ou menos assim. Havia uma caverna em um pico de uma montanha, que na qual habitava um homem e a sua águia, já com algum tempo tendo a água em escassez este homem passou a se desesperar. Em um determinado dia, uma pequena linha de água começou a escoar sobre as paredes de sua caverna, o homem então pegou um copo e aproximou dessa fresta de água com intuito de recolhe-la, foi ai então que a águia deu um rasante até derrumar o copo de seu companheiro, o homem então não entendeu o que se passou e novamente encostou o copo até o copo se encher e novamente a água derrubou o seu copo, na terceira vez o homem aproximou o copo com uma mão e pegou sua espada com a outra mão, e novamente a águia deu o seu voo rasante, foi aí então que esse homem em seu momento de sede cravou a espada em sua águia. Depois disso, a água que descia parou de transbordar, então ele resolveu subir até o pico mais alto e procurar a fonte dessa água. Ao chegar lá, ele se deparou com a víbora mais venenosa de sua região que se encontrava dentro da nascente e só aí ele entendeu que a sua águia apenas queria protegê-lo do mal que queria matá-lo. Analizando isso, percebemos que muitas vezes agimos assim, cravamos espadas no peito de quem nos ama, quem nos protege, quem cuida de nós, fazemos isso pela necessidade de alcançar o que queremos, por orgulho de não deixar ninguém atravessar nosso caminho. Em contrapartida, também somos apunhalados no peito, não somos reconhecidos quando tentamos ajudar, nem tampouco valorizados por tentar cuidar de quem amamos. Somos ignorantes demais ao ponto de não enchergar o amor que os outros arriscam em apostar e confiar em nós. A vida é curta demais, pra ficarmos apunhalando uns aos outros, ainda infelizmente nos falta compaixão, nos falta amor, nos falta a fé. Merecemos esperar o melhor.

" Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei aml algum, porque Tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. "

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Unconcern.

A medida que a vida vai passando, em certos momentos aprendemos que para escolher algo é necessário renunciar outra antes, mas o que não aprendemos é que, muita vezes essas renuncias nos doem. Mas passa. Verdadeiramente, se pudessemos optariamos por apenas escolher e deixar o resto de lado. Indo mais à frente um pouco, entendemos o valor que as escolhas possuem em nossa vida, mediante elas que podemos escrever nossa história. Eu, ainda hoje tenho uma tremenda dificuldade em escolher, em ter voz própria quando se diz respeito em optar por duas coisas ou mais. Com toda honestidade, o desapego entre as opções, é a mais cruel. Desapego emocional, pessoal, material e conjugal. O desapego na teoria é fácil ( tudo na teoria é sempre mais fácil ), mas é a partir da teoria que aparecem os questionamentos, as dúvidas e essas incógnitas geralmente assolam o vazio de nossa mente, como minha irmã diz 'mente vazia é oficina do diabo'. É aí então que caímos no erro, agimos por impulso, pensamos errado e falamos o que não deveria ser falado. Arrependimento bate, dias depois lá estamos nós com a velha reicidência. No fundo de tudo, eu reconheço que preciso me desapegar de muitas coisas, de muitas pessoas e de sentimentos não saudáveis que tenho pelas pessoas. Acima de tudo preciso verdadeiramente renunciar a mim mesma e deixar o agir do Pai bondoso.


'O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.' (1Cor 13:4)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Short-cut.

São sempre eles. Sempre os mesmo que nos fazem insistir em atrapalhar o que o destino nos escreveu. São os tais atalhos que nos atrapalham. Os mesmos que nos tentam com ofertas melhores e nos desvituam do caminho que realmente deveriamos seguir. A pressa em chegar mais rápido, de chegar na frente dos outros. Ela nos consome, nos nutre com dádivas que nas quais nos desfalecem aos poucos. A ambição de cortar caminho, trapacear, burlar. A mesma que nos faz atropelhar os menos favorecidos, a pisar em quem mais necessita apenas de uma mão pra se erquer. Eu já insisti demais em seguir rumos que não me levaram à nada, hoje carrego muitas marcas do que foram essas trilhas, apesar de ter pouca idade pra ser bastante vivida. Hoje eu me cansei, de tentar correr atrás de quem pouco se atenta à mim, de correr atrás de coisas que não me pertecem, de procurar lugares que não me encaixam. Agora uma mente procura calma, silêncio e a perfeita ordem. Já não quero mais o que eu queria ontem. Apenas quero cuidar de mim. Quero fazer o que eu tenho que fazer, nem que eu tenha que escrever a minha história sozinha, até que me apareça o alguém certo ou o certo alguém.

'..preste atenção, não abra mão dos próprios. Não tem perdão, não deixe sonhar, não deixe de sorrir, pois não vai encontrar quem vá sorrir por ti. '

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Again.

Quanto mais sei, mais fico surpresa. As vezes o encanto e o brilho tenta ir embora, mas creio que ele é mais forte do que eu e permanece. Mas o orgulho, esse sinceramente se apagou. Tento procurar aquele ser que me cativou em meio de personalidades multiplas que me são apresentadas, a cada dia que passa, mais dificil fica essa busca. História controversas em todo instante me chegam aos ouvidos, mas a verdade é que não dou ouvidos, procuro não me importar. Me preocupo, penso e repenso tudo o que acontece e não consigo achar um justificativa. Por um lado até compreendo, tenho ideia do que se passa, porque é semelhante ao que me passou. Mas nada muda o fato de que neste exato momento, o que sinto é decepção. Eu acreditei mais, eu esperei mais. Do que isso. Muito mais.


"Enquanto o tempo. Acelera e pede pressa. Eu me recuso faço hora. Vou na valsa. A vida é tão rara...Enquanto todo mundo. Espera a cura do mal. E a loucura finge. Que isso tudo é normal. Eu finjo ter paciência...O mundo vai girando. Cada vez mais veloz. A gente espera do mundo. E o mundo espera de nós. Um pouco mais de paciência...Será que é tempo. Que lhe falta para perceber? Será que temos esse tempo. Para perder? E quem quer saber? A vida é tão rara. Tão rara...Mesmo quando tudo pede. Um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede. Um pouco mais de alma. Eu sei, a vida não para. A vida não para não..."