terça-feira, 28 de junho de 2011

So tired.

Aos poucos as coisas não vão tendo o mesmo brilho de antes, as pessoas perdem aquela essência totalmente envolvedora e encantadora, o que antes nos acelerava o coração hoje não passa de simples decepção que desce amargamente pela boca. Ainda não consigo compreender a forma possessiva que uns tratam os outros, toda cobrança, toda as fortes palavras que exigem o que não existe por direito. Não somos propriedade privada de Seu Ninguém, não somos objetos de fácil manuseio, nem muito menos marionetes manipulados por habilidosas mãos. Me cansei de servir como uma espécie de objetos para os outros, como se houvesse uma obrigação da minha parte em agradá-las, como se eu fosse uma serva ou mordoma. Há um cansaço, uma saturação ou para ser mais exata, uma decepção. Meu coração grita, chora e sangra, porque há amor, há sentimentos que me prendem à quem me faz mal ou à quem simplesmente tenta me fazer tal ato. Não há motivo para exigirmos demais uns dos outros, somos quem somos, somos o que somos e não somos de quem aparentamos ser. Somos livres, possuímos desejos e vontades próprias, sentimentos e ressentimentos. As vezes tenho um grande medo de mostrar tudo aquilo que habita no meu coração, por talvez poder ser dura demais ou intensa demais, mas o fato de tudo aquilo que se passa comigo não ser exposto ao mundo, não significa que não sinto e que eu não seja capaz de sentir. Me cansei de tentar agradar a todos, de tentar se o melhor e no final sempre acabar frustrando expectativas alheias, de ficar calada e engolir tudo a seco sem ao menos poder gritar. Sim, estou cansada, sobrecarregada, saturada..





'Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo..'


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Absorption.

Ainda insisto sempre no mesmo erro, talvez seja burrice, talvez seja compaixão. É, compaixão, o tal sentimento que me tira de cena pra colocar os outros, então, eis que os outros tomam o primeiro lugar. Me deixo ser levada, apenas para agradar os alheios, em certas ocasiões sou capaz até de me deixar ser esquecida apenas pra proporcionar um sorriso sincera à alguém. O final é sempre o mesmo, ninguém nunca se satisfaz com o que eu posso oferecer, não ouço nem ao menos palavras de agradecimento em virtude da minha tolice, o que me vem são apenas palavras desnecessárias que surtem o mesmo efeito que dilarcerar o meu peito e me roubar o chão. Aguento calada, não consigo revidar as palavras que tanto conseguem me machucar, apenas saio e deixo o meu silêncio. Aos poucos vou sendo absorvida, vão me tirando a confiança que eu possuía com os outros, a crença da amizade, o desejo de se entregar à felicidade, a fé no amor. Fico completamente saturada, exausta e com preguiça das pessoas, tudo isso por erro de quem? Já não consigo pensar com precisão de onde se encontra a peça que falta nesse imenso e confuso quebra-cabeça. Me torturo e me cobro, por não ser suficientemente boa pros outros, por não ser capaz de sanar as necessidades que todos eles me impõe. Contudo, por tentar sempre me ajustar aos outros, tenho me esquecido de quem eu sou, procuro a essência que antes eu tinha e hoje só encontro migalhas do que um dia foi bom. E hoje? Apenas sinto saudades de quem eu era e me assusto com medo de quem eu sou.





' Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é, a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier. O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído .. '

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Everything.

Testei várias faces, apenas pra descobrir a que mais se adequava ao que estava diante de mim. Tentei ser o melhor de mim, tentei dá o melhor de mim, é, tentei. Como toda pessoa normal, sou um ser que também necessita de atenção, carinho, prioridade. Tenho meus altos e baixos, meus dias de alegria, meus dias de euforia. Não sei qual foi a engrenagem que insistiu em parar, não sei qual foi a canção que parou de tocar, não sei em qual parte que eu deixei de desenhar minha história. Fiz o possível pra não estourar, pra não te maltratar, pra não te magoar. Engoli a seco muitas doses de frustação, decepção e desapontamento, completamente calada e paciente, na fé de que haveria mudança se eu acreditasse. Cegamente eu ignorava o que me era dito, palvras baixas que eram direcionadas sobre sua índole, mas eu acreditei em tudo aquilo que sua boca proferia à mim. Tudo há um limite, tudo há um cansaço, uma saturação. Todos eles bateram na minha porta e se obstinaram a entrar. Foi algo que não tive controle, algo que se dominou em mim. Enfim, o que eu mais temia em acontecer dentro de mim, aconteceu. A tal explosão, uma manifestação súbita de diversos sentimentos dentro de mim completamente inenarrável, um brado de exibição que na qual nunca tinha visto antes, várias sensações que literalmente foram parar na flor da minha pele. Desculpe-me, mas explodi e me expressei da forma mais grotesca que poderia.









'

' [...]

Mude a canção
Aquela não serve pra mim
Deixa eu sentar do seu lado
Adormecer o passado
E ter a certeza que os meus sonhos
Brilhariam num olhar
Eu espero que você não esqueça
Que eu te contava histórias
Que valiam risos e memórias
Tão sinceras
Que eu desejava o mundo
Dentro de um postal .. '