' É mágoa, já vou dizendo de antemão se eu encontrar com você, tô com três pedras na mão. Eu só queria distância da nossa distância saí por aí procurando uma contramão... É mágoa, o que eu choro é água com sal, se der um vento é maremoto, se eu for embora não sou mais eu. Água de torneira não volta e eu vou embora. Adeus. '
domingo, 2 de junho de 2013
Unburden.
Serei breve. Me cansei. Cansei de empurrar tudo com a barriga. Cansei de deixar o comodismo ser mais forte que a força de vontade. Cansei de tentar ser forte e não ser. Cansei levar de levar tudo e não poder descarregar nada. Pra falar a verdade, o cansaço tem me vencido. Pronto! Talvez essa seja a verdade! Estou sendo vencida pelo cansaço. Fiquei com os pés fora do chão, perdi por alguns segundos a visão do real, senti a realidade escoando por meus dedos, vesti a armadura da covardia. Como é fácil deixar coisas assumir a sua culpa, ou até mesmo pessoas. É muito simples esquecer em quantas faces já bati com as minhas palavras rudes, nunca me dei o trabalho de contar quantos corações estraçalhei com a minha rispidez, não me deixei abater pelo impacto na vida alheia que a minha frieza causou. Sempre mascarei o meu coração de rocha por trás de uma personalidade egoísta, de uma personalidade esmagadora, que se camufla através de uma boa pessoa, atrativa, que conversa bem, que sabe cativar com palavras certas, que canta afim de encantar, mas na verdade te fisga e no final te deixa com migalhas. A troco de sanar alguma dor, de superar algum trauma, de descontar uma raiva de um alguém que nada faz referência a outro alguém. É cruel, é doloroso. No fim é um fato breve que apenas deixa marcas da mágoa.
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