segunda-feira, 22 de junho de 2015

Explosion.

Antes que eu receba acusações sobre não gritar palavras por alguns anos, tento me redimir. Silêncio também é resposta. Resposta ao que adormeceu e ninguém pode despertar por muito tempo. Talvez isto seja um despertar, mas também pode não significar nada. Nada além de um coração que sangra por não poder falar, nada além de olhos que exclamam por atenção, porque eles sim falam a verdade. O problema de reparar demais naquilo que ninguém repara, é a esperança vã de que um dia irão reparar em mim assim. A verdade dura? As pessoas andam ocupadas demais com os seus eu's e ego feridos ou cheio, que reparar além do que lhes é conveniente, é pedir demais. Explodir pra que? Se isso é somente entre o que habita dentro de você. Sua explosão é pequena demais pra ser reparada, é boba demais pra ser aclamada.
O sabor das palavras já não lhe cabem mais, o sorriso da amada já não lhe sorrir mais, as palavras da boca de quem lhe quis bem, hoje lhe soam como facas no ar, prestes a cair em sua direção. Por um lado você pede pra que tudo fique assim, porque tudo pode ficar bem, por outro você grita feito um furação, devastando cada canto do seu interior. Os anos lhe trouxeram esses tipos de defesas que magoam, e fundo. Você tem um ar frio, que supera tudo e não se importa com nada, como se os outros fossem vários nada que nem efeito te fazer. Mas no fundo sei que quando você precisa, minha querida estranha, você volta aqui. Essa é a certeza que eu tenho, você sempre volta. Pode demorar o tempo que for, você ainda sabe como esconder aqui toda a sua dor. Dor do fracasso, dor de admitir que mais uma vez você desistiu, dor da perda, dor da solidão, dor de um coração fraco que pulsa sem expulsar o que não te nutre mais. Mas aí vai apenas um aviso, na dúvida não exploda, mantenha a tua sanidade.