terça-feira, 20 de julho de 2010

Autodestruição.

Ela diz que pode ser uma mania de poder fazer melhor sempre, do outro lado dela nunca há satisfação. O problema está na racionalidade excessiva, no hábito de autocrítica. Pros outros é só uma psicose sem necessidade, mas pra ela é o segredo da sua própria ciência. As crises a levam ao silêncio, um silêncio profundo de espirito, um silêncio de meditação singular. Sabe aquela conversa com o eulírico da história ? Pois é, é exatamente esse monólogo que entra em eterno ciclo e agora que está cômodo não há como inverter esse quadro. Há sim uma destruição, mas uma destruição de pecados interiores, de carmas que assolam apenas pra invadir o espaço de rara calma, destruição de tudo aquilo que não próvem do que é de bom grado, destruição pra mortificar a carne fraca. Aos pouco uma edificação vai surgindo cada vez mais forte, a medida que mais feridas a afetam ela se fortalece com tudo aquilo que não a nutre, pode soar estranho mas é o melhor mecanismo de defesa que lhe serviu e até agora tem dado certo. O fato é que as pessoas acham isso incomum demais, taxam como insatisfação pessoal ou perfeccionismo sádico, mas elas não entendem a sagacidade extraordinária que existe por trás dos panos, a amplitude fantastica que existe em viajar em si mesma, em se conhecer e se explorar cada vez mais. Hoje descobri um alivio dentro de mim, algo dentro de mim que pela primeira vez não está em mim, mas é de mim ! Agora sim soou completamente fora do comum, mas é a pura verdade, assustador a principio mas aliviante quando a ficha cai. Me achei em outro ser, exatamente como sou, sem tirar nem por, foi como conversar comigo mesma sem acompanhar meu raciocínio, alivio estranho que me confortou bastante ! Sim, essa possibilidade existe e foi cogitada.


"Porque o Senhor é perfeito e sábio da sua maneira, obrigada! "

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